Um dia desses, me aparece a Hasselblad exibindo a nova H3DII-50 com absurdos 50 megapixels, equipada com o sensor anunciado dias antes pela Kodak. Ainda não tem preço definido, mas provavelmente vai ficar próximo dos U$40.000. Os fotógrafos mundo afora mal tinham limpado a baba quando a Phase One jogou o seu P65+ com 60 megapixels!!!
Deve ser uma coisa parecida com a Ferrari e a Lamborghini disputando pra ver quem tem o carro mais rápido. Ninguém precisa dirigir a 350km/h, nem existem muitos lugares no mundo pra isso, mas aposto que a fila de espera por um carro destas marcas dura alguns meses.
Quando eu for um rico excêntrico compro uma de cada pra fazer um review e colocar na internet.
Finalmente saiu o Firefox 3. Se você é besta o suficiente pra usar o Internet Explorer vá baixar a raposa agora mesmo! Foram impressionantes oito milhões de downlaods nas primeiras 24 horas. Esse número veio depois de uma campanha intensa para bater o recorde que, diga-se de passagem, nunca havia sido tentado, portanto a vitória já era garantida. Teve acompanhamento de ficais do Guiness e tudo.
Mas vamos ao ponto. Uma coisa bacana desta nova versão é a capacidade de ler os perfis ICC das imagens na web. O Safari já faz isso há anos, e agora o Firefox entra na dança. O problema é que a opção vem desligada, segundo os desenvolvedors porque ela compromete a performance do navegador. Se tiver interesse em testar faça o seguinte:
1 - Digite “about:config” na barra de endereços;
2 - Na barra de filtro, digite “gfx”;
3 - Clique duas vezes na linha “gfx.color_management.enabled” para mudar o valor para “true”
4 - Reinicie o Firefox.
Lebre-se: Deve ter algum motivo pra esta função não ser habilitada por padrão. Se você notar alguma instabilidade ou lentidão é só repetir o processo para desligar.
Teste seu navegador clique aqui (mas já te adianto que só o Safari faz o serviço direito neste caso)
Nessa eu estou com eles. Essa história de RAW é uma tragédia anunciada. Cada câmera que aparece gera um formato novo e os desenvolvedores de software precisam correr atrás para dar suporte. O problema maior no entanto, é a questão da compatibilidade a longo prazo. Como diz Kevin Connor da Adobe (citado no blog de John Nack):
“When we came out with the first camera RAW plug-in, we were supporting around 25 cameras. We’re now supporting more than 175 cameras—in other words, more than 175 different file formats. And when you’re talking about images, people don’t want to keep those images for just five or 10 years. Professional photographers want to know those images will be fine for 50 years—100 years—from now. If you think about the rate of new-camera introductions, how many new file formats will there be? A hundred thousand? It just seems that it’s going to reach a point when it becomes unmanageable.”
E mais, quem garante que daqui a 20, 30 anos alguém vai se importar em dar suporte para as câmeras que temos hoje? Na dúvida, vou estudar a possibilidade de converter meu arquivo de fotos para DNG…
Mas enfim, qual a importância desta notícia? Bom, em tese, ao se tornar um padrão ISO o DNG deixa de ser controlado apenas pela Adobe (que já o define como um formato não proprietário). Quem sabe isso não anima os grandes (Nikon e Canon) a reavaliar a possibilidade de adotar o formato? Ficamos na torcida.
Em tempo: Antes da Adobe abrir as especificações do DNG, o pessoal do software livre criou o movimento do OpenRaw, vale a visita. O que será que eles acham desta nova jogada da grande corporação?
No dia 14 deste mês, a Nikon disponibilizou um upgrade de firmware para a D3. Até aí tudo bem. Só que comprovando a tese de que tem gente muito mais nerd que eu por aí, um cara resolveu fuçar nos arquivos binários do dito cujo. O que ele achou de interessante? Isso:
6048×4032 24.4 M
4544×3024 13.7 M
3024×2016 6.1 M
5056×4032 20.4 M
3792×3024 11.5 M
2528×2016 5.1 M
3968×2640 10.5 M
2976×1976 5.9 M
1984×1320 2.6 M
D3X
Referências a uma D3X e a resolução de 24.4 megapixels. Mais uma vez os boatos estavam certos! E mais uma vez tem um monte de gente (eu inclusive) salivando antes do tempo. A voz do povo diz que sai ainda este ano, provavelmente lá pra agosto. A voz da Nikon não disse nada ainda. E lá vamos nós de novo.
Você chega em casa com aquele Sony Vaio que acabou de comprar por míseros R$9.000 achando que, sendo um computador novinho em folha vai ser pura alegria e performance… Aí você cai na real. O seu querido fabricante encheu seu PC novinho de programas inúteis, a maioria em versão de demonstração sem te preguntar nada. O crapware (ou bloatware) pode ser de vários tipos: uma versão trial de um antivírus ou de um gravador de CD, tocadores de audio que não fazem nada a mais que o Media Player do sistema, um discador de provedor de internet americano ou mesmo aqueles programinhas malditos que fazem a mesma coisa que as ferramentas padrão do Windows mas com a logomarca do fabricante. Pra que diabos eu vou querer um “Toshiba Bluetooth Monitor” se o sistema operacional já traz a funcionalidade dele?
Mas por que estou tocando neste assunto logo agora? É que a Sony resolveu dar uma de generosa: Se você for americano e fizer o upgrade para o Windows Vista Business por $100, eles te dão a opção de pagar mais $50 para receber o computador sem o bloatware! Olha que coisa linda: por míseros $150 você leva um PC sem o lixo (exceto pelo próprio Windows)!
Vamos lá gente, deixem esse tipo de coisa para trás… Seja Mac, seja Linux, existem opções!
Saiu o review completo da D300 no dpreview.com. Pra quem não sabe, este é o maior site de testes de câmeras digitais que temos hoje. A conclusão óbvia depois de 32 páginas de análise é que câmera é excelente, uma grande evolução em relação à D200. Segundo o site:
“Nikon’s biggest problem now will be bettering the D300; it raises the bar to a new high, and represents the state of the art despite strong competition from the likes of Canon, Sony and Olympus. There’s simply no better semi-professional digital SLR on the market.”
Finalmente saiu o kit de desenvolvimento para o iPhone e o iPod Touch. Agora é oficial, os aparelhos vão suportar softwares de terceiros. Como eu já havia comentado no post sobre o uso do Touch como PDA, estes softwares já existem aos montes mesmo antes de serem suportados. Imagine o que vem por aí agora que a coisa é oficial… A firma de investimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers está botando a maior fé na plataforma: criaram o iFund, um fundo de $100 milhões de dólares para investir em empresas que desenvolvam para o iPhone.
Junto com o SDK foram mostrados alguns jogos que usam o acelerômetro e o touchscreen como controle, uma espécie de Wii no celular. O suporte ao Flash no Safari Móvel ainda não veio, mas não perdemos as esperanças. Andaram dizendo por aí que o senhor Jobs reclamou que a versão móvel do flash é muito chinfrim pro iPhone e que ele queria uma intermediária entre ela e a versão desktop. Quem sou eu pra discutir.
Pra quem ainda não sabe, a Polaroid morreu. Não a empresa (ainda), mas o filme instantâneo. Isso deixa a Fujifilm como último fabricante deste produto, sabe-se lá até quando. A “digital da era analógica” que serviu de rascuho para grandes fotógrafos e de memória para inúmeras pessoas (memórias curtas, é verdade, já que a foto desbotava em pocos anos) não resistiu ao novo mercado. A morte já era previsível depois que a empresa decretou falência em 2001 e foi comprada por 426 molhões de dólares. Parece muito? Nos bom tempos, a venda de filmes e câmeras instantâneas chegou a render $3 bilhões por ano…
photo credit: dan taylor A revista Nikkei Eletrinics publicou um artigo criticando duramente o Macbook Air. Segundo os japoneses o novo xodó da Apple é um desperdício total por dentro. Só parafusos são trinta! Eles argumentam que o computador poderia ter sua produção muito otimizada e portanto barateada sem perda de qualidade.
Eu ainda prefiro parafusos demais do que de menos, e fico feliz por ser um condumidor da Apple diante de uma notícia destas. O engraçado é que os engenheiros japoneses em certo momento dizem que “parece que o fabricante fez o computador exatamente como foi encomendado pela Apple”, como se isso fosse um problema! Vai entender. Continue reading ‘MacBook Air tem parafusos demais?’
photo credit: Davic Antigamente era fácil comprovar a autoria de uma fotografia. Ou você tinha o negativo/cromo original ou não. Com o início da era digital a coisa se complicou. No começo era tudo JPEG e TIFF, o que significava que qualquer cópia do seu arquivo era igual ao original. Hoje os profissionais usam sempre RAW, o “negativo digital”, e entregam para os clientes cópias em outros formatos. Até aí tudo bem, mas este arquivo ainda pode ser copiado a vontade e é impossível saber qual é original. Esta é a maravilha e ao mesmo tempo um grande problema da fotografia digital: cópias perfeitas e ilimitadas.
Os japoneses da Canon tiveram uma idéia genial. Criar uma assinatura digital a partir da leitura da íris do fotógrafo e anexar ao arquivo. Você faz um cadastro (até 5 fotógrafos) e antes de clicar seleciona a sua identidade. Aí não tem erro, se o olho na câmera era o seu, a foto é sua!
Agora que os celulares estão começando a vir com câmeras de verdade a gente percebe como é bacana ter uma sempre à mão. Naquelas festinhas de família, na rua diante de uma cena curiosa e nos botecos da vida é que todo mundo vê a praticidade desta convergência. Mas a verdade é que a única vantagem dos telefones sobre as Cybershots e companhia é o fato de estar sempre à mão. A qualidade das imagens é baixa, o ruído quando a luz não está tão boa é absurdo e raramente eles oferecem zoom ótico (digital não conta). Uso um Sony-Ericsson K750i que possui uma camera de 2 megapixels, um bom valor para um telefone. O que descobri ao longo do tempo, é que registrar momentos é o que eu menos faço com ele, pois o resultado costuma ser frustrante. Aqui vai uma lista de utilidades para um cameraphone.
Engraçado, de uma hora pra outra vários blogs estão falando da super câmera Seitz de 160 megapixels. Acho curioso que isto esteja acontecendo agora, quase dois anos depois do lançamento e me incomoda um pouco que ninguém que eu tenha visto parou para ler o site do fabricante antes de escrever. Deixe-me tentar jogar uma luz sobre os fatos.A câmera possui na verdade um scan back ou seja, um scanner no lugar do sensor. O que significa isso? A imagem é projetada pela objetiva numa “tela” e escaneada de uma forma parecida com o seu aparelho de mesa. Na prática significa que só serve para fotografar coisas estáticas e com luz contínua, a não ser é claro que o objetivo seja uma imagem com os artefatos estranhos da mistura dos movimentos do scanner e do sujeito da foto. Backs de scanner estão por aí a muito tempo sendo usados principalmente por museus e fotógrafos de produtos.A inovação da Seitz foi criar um produto voltado para fora do estúdio e com uma sensibilidade ampliada que permite capturas de apenas um segundo para o quadro todo (1/2000 por pixel) em condições ideais. A foto do homem segurando aquele trambolho enorme enquanto olha pelo visor induz ao erro: não é uma câmera para usar sem um bom tripé.Os principais fabricantes são:
Betterlight - O Mais conhecido e vendido. O modelo Super 10k-HS produz arquivos de 10200 x 13600 pixels;
Anagramm - até 14.400 x 23.600 pixels. O nome do back é curioso: David;
PhaseOne - Empresa famosa pelos backs para médio formato. Possui apenas um modelo, o PowerPhase FX+ com 10.500 x 12.600 pixels.
Update: O erro é ainda pior do que eu pensava. Andei lendo mais anguns blogs e tem gente dizendo que o sensor da Seitz tem 6×17 centímetros. Mais uma vez: ela não tem um sensorzão com 160 milhões de pontos. Tem um coluna que escaneia a imagem. 6×17 é a proporção entre altura e largura da imagem, assim como as televisões tradicionais são 4×3 e o filme 35mm é 3×2 (repare que o padrão é “largura X altura” e não o contrário como a Seitz apresenta).
Ainda sonhando com aquele Apple Cinema Display de 30″ de R$ 9.000? Coisa de pobre! A japonesa Eizo, conhecida por seus monitores de cor perfeita e preços astronômicos anunciou na PMA seu novo modelo neste tamanho o CG301W. O brinquedo tem resolução de 2560×1600, contraste de 850:1 e é capaz de reproduzir 97% do espectro do Adobe RGB. Vem ainda com uma função interessante: tem duas entradas DVI e Picture in Picture (PIP) pra você poder ligar dois computadores ao mesmo tempo. Espaço pra isso não falta. Como o resto de sua família, possui calibração por hardware embutida e um sistema bem bacana que compensa a diferença de luminosidade enquanto as lâmpadas esquentam pra gente não ter que esperar aquela meia horinha antes de confiar no que está vendo. Tem também todos aqueles selinhos coloridos de certificados de ergonomia e ecologia. Não tem preço definido ainda, mas considerando que a versão de 24″ custa $2.345 na B&H, já pode ir economizando.
O meu já está encomendado. Quem precisa de dois rins mesmo…
Em tempo: O Apple Cinema Display que custa R$9.000 no Brasil sai por $1.730 nos EUA. Faça as contas…
Tudo bem, tudo bem, não é a maior e mais malvada lente de todos os tempos. Temos que lembrar de mamutes como a saudosa Nikon 1200-1700mm f/5.6-8, a Canon 5200mm f/14, a 350-1200mm f/11 da própria Sigma e principalmente, a ultra-super-mega-SupercalifragilisticexpialidociousZeiss 1700mm f/4 (sim, aquela caixinha de fósforos na ponda da lente é uma Hasselblad). Mas essa nova 200-500mm tem um diferencial bacana: f/2.8! Isso mesmo, não satisfeitos em fazer a primeira 500mm com esta abertura, ainda fizeram uma zoom. Ela usa uma bateria própria pra fazer foco e zoom, já que obviamente é bem pesadinha. Vem também com um teleconverter que a transforma em uma 400-1000 f/5.6. Faz um par legal com a já grandinha 300-800mm f/5.6, conhecida como “Sigmonster”.
A Sony anunciou hoje seu primeiro sensor full-frame, com estonteantes 24.8 megapixels! E parece que ele pode aparecer numa câmera ainda este ano. Vale lembrar que, com exceção da D3 que conta com um CMOS desenvolvido in house, todas as SLRs da linha atual da Nikon possuem sensores Sony. Agora nos resta especular se a versão “X” vai levar este novo “motor” ou se veremos outro sensor Nikon no mercado. O único problema, se é que pode ser considerado um é que o sensor possui 12 bits sendo que hoje a moda é 14.