Agora que os celulares estão começando a vir com câmeras de verdade a gente percebe como é bacana ter uma sempre à mão. Naquelas festinhas de família, na rua diante de uma cena curiosa e nos botecos da vida é que todo mundo vê a praticidade desta convergência. Mas a verdade é que a única vantagem dos telefones sobre as Cybershots e companhia é o fato de estar sempre à mão. A qualidade das imagens é baixa, o ruído quando a luz não está tão boa é absurdo e raramente eles oferecem zoom ótico (digital não conta). Uso um Sony-Ericsson K750i que possui uma camera de 2 megapixels, um bom valor para um telefone. O que descobri ao longo do tempo, é que registrar momentos é o que eu menos faço com ele, pois o resultado costuma ser frustrante. Aqui vai uma lista de utilidades para um cameraphone.
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Engraçado, de uma hora pra outra vários blogs estão falando da super câmera Seitz de 160 megapixels. Acho curioso que isto esteja acontecendo agora, quase dois anos depois do lançamento e me incomoda um pouco que ninguém que eu tenha visto parou para ler o site do fabricante antes de escrever. Deixe-me tentar jogar uma luz sobre os fatos.A câmera possui na verdade um scan back ou seja, um scanner no lugar do sensor. O que significa isso? A imagem é projetada pela objetiva numa “tela” e escaneada de uma forma parecida com o seu aparelho de mesa. Na prática significa que só serve para fotografar coisas estáticas e com luz contínua, a não ser é claro que o objetivo seja uma imagem com os artefatos estranhos da mistura dos movimentos do scanner e do sujeito da foto. Backs de scanner estão por aí a muito tempo sendo usados principalmente por museus e fotógrafos de produtos.A inovação da Seitz foi criar um produto voltado para fora do estúdio e com uma sensibilidade ampliada que permite capturas de apenas um segundo para o quadro todo (1/2000 por pixel) em condições ideais. A foto do homem segurando aquele trambolho enorme enquanto olha pelo visor induz ao erro: não é uma câmera para usar sem um bom tripé.Os principais fabricantes são:
- Betterlight - O Mais conhecido e vendido. O modelo Super 10k-HS produz arquivos de 10200 x 13600 pixels;
- Kigamo - 12.000 x 16.980 pixels no modelo 8000XP;
- Anagramm - até 14.400 x 23.600 pixels. O nome do back é curioso: David;
- PhaseOne - Empresa famosa pelos backs para médio formato. Possui apenas um modelo, o PowerPhase FX+ com 10.500 x 12.600 pixels.
Update: O erro é ainda pior do que eu pensava. Andei lendo mais anguns blogs e tem gente dizendo que o sensor da Seitz tem 6×17 centímetros. Mais uma vez: ela não tem um sensorzão com 160 milhões de pontos. Tem um coluna que escaneia a imagem. 6×17 é a proporção entre altura e largura da imagem, assim como as televisões tradicionais são 4×3 e o filme 35mm é 3×2 (repare que o padrão é “largura X altura” e não o contrário como a Seitz apresenta).
Ainda sonhando com aquele Apple Cinema Display de 30″ de R$ 9.000? Coisa de pobre! A japonesa Eizo, conhecida por seus monitores de cor perfeita e preços astronômicos anunciou na PMA seu novo modelo neste tamanho o CG301W. O brinquedo tem resolução de 2560×1600, contraste de 850:1 e é capaz de reproduzir 97% do espectro do Adobe RGB. Vem ainda com uma função interessante: tem duas entradas DVI e Picture in Picture (PIP) pra você poder ligar dois computadores ao mesmo tempo. Espaço pra isso não falta. Como o resto de sua família, possui calibração por hardware embutida e um sistema bem bacana que compensa a diferença de luminosidade enquanto as lâmpadas esquentam pra gente não ter que esperar aquela meia horinha antes de confiar no que está vendo. Tem também todos aqueles selinhos coloridos de certificados de ergonomia e ecologia. Não tem preço definido ainda, mas considerando que a versão de 24″ custa $2.345 na B&H, já pode ir economizando.
O meu já está encomendado. Quem precisa de dois rins mesmo…
Em tempo: O Apple Cinema Display que custa R$9.000 no Brasil sai por $1.730 nos EUA. Faça as contas…
Tudo bem, tudo bem, não é a maior e mais malvada lente de todos os tempos. Temos que lembrar de mamutes como a saudosa Nikon 1200-1700mm f/5.6-8, a Canon 5200mm f/14, a 350-1200mm f/11 da própria Sigma e principalmente, a ultra-super-mega-Supercalifragilisticexpialidocious Zeiss 1700mm f/4 (sim, aquela caixinha de fósforos na ponda da lente é uma Hasselblad). Mas essa nova 200-500mm tem um diferencial bacana: f/2.8! Isso mesmo, não satisfeitos em fazer a primeira 500mm com esta abertura, ainda fizeram uma zoom. Ela usa uma bateria própria pra fazer foco e zoom, já que obviamente é bem pesadinha. Vem também com um teleconverter que a transforma em uma 400-1000 f/5.6. Faz um par legal com a já grandinha 300-800mm f/5.6, conhecida como “Sigmonster”.
Update: O pessoal do Imaging Resource estava lá, veja o vídeo:
A Sony anunciou hoje seu primeiro sensor full-frame, com estonteantes 24.8 megapixels! E parece que ele pode aparecer numa câmera ainda este ano. Vale lembrar que, com exceção da D3 que conta com um CMOS desenvolvido in house, todas as SLRs da linha atual da Nikon possuem sensores Sony. Agora nos resta especular se a versão “X” vai levar este novo “motor” ou se veremos outro sensor Nikon no mercado. O único problema, se é que pode ser considerado um é que o sensor possui 12 bits sendo que hoje a moda é 14.
Desde que saiu o iPod Touch fico pensando no potencial dele como PDA. Como ex-usuário de Palm, acho que a dupla que ele faz com o iPhone é uma evolução natural dos computadores de mão. A Apple não quer que eles sejam vistos assim mas com a chegada do SDK mês que vem, Palm OS e Windows Mobile vão ter que se cuidar. O Carlos Cardoso, do MeioBit (o melhor blog de tecnologia do Brasil, o nosso Engadget) passou um mês com um na mão e instalou todo tipo de software pra testar. Neste post ele descreve os vários programas que, por um ou outro motivo, acabaram ficando em seu aparelho. Repare na quantidade, mesmo sem apoio da apple, kit de desenvolvimento e documentação. Imagine o que não vem por aí quando a coisa se tornar oficial…
Vale a leitura: link
